Faxina na alma: hoje meu dia foi assim. Resolvi fazer as pazes com meu coração. Joguei o lixo fora. Aprendi que pisar na grama valem dez sessões de terapia. Vi que às vezes a gente chora de orgulho da gente e não há sensação melhor que essa. Entendi que a gente também morre de amor e isso não é sinal de fraqueza se aprender a ler com coragem as linhas do coração. Aceitei que viver vida de gente grande dá um trabalho danado. Mas também dá uma felicidade enorme porque faz a gente crescer bonito. Hoje eu levei um puxão de orelha e um beijo na testa porque eu quero ser uma pessoa melhor. Eu quero te dar um beijo de boa noite e quero que você saiba que eu sou só uma mulher aprendendo a viver. Uma mulher aprendendo a escrever e a amar. Uma doida varrida que se preocupa com cremes, livros, energias cósmicas. Uma menina que chora quando vê a carta sol do tarô, que quer comprar uma apartamento mini e que gosta de dormir abraçada, com os pés enroscados debaixo do edredom. Uma mulher tão igual. Uma mulher tão diferente. Que procura ser boa, não quer ser julgada e às vezes fica de cara feia porque acordou inchada.quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Faxina da alma
Faxina na alma: hoje meu dia foi assim. Resolvi fazer as pazes com meu coração. Joguei o lixo fora. Aprendi que pisar na grama valem dez sessões de terapia. Vi que às vezes a gente chora de orgulho da gente e não há sensação melhor que essa. Entendi que a gente também morre de amor e isso não é sinal de fraqueza se aprender a ler com coragem as linhas do coração. Aceitei que viver vida de gente grande dá um trabalho danado. Mas também dá uma felicidade enorme porque faz a gente crescer bonito. Hoje eu levei um puxão de orelha e um beijo na testa porque eu quero ser uma pessoa melhor. Eu quero te dar um beijo de boa noite e quero que você saiba que eu sou só uma mulher aprendendo a viver. Uma mulher aprendendo a escrever e a amar. Uma doida varrida que se preocupa com cremes, livros, energias cósmicas. Uma menina que chora quando vê a carta sol do tarô, que quer comprar uma apartamento mini e que gosta de dormir abraçada, com os pés enroscados debaixo do edredom. Uma mulher tão igual. Uma mulher tão diferente. Que procura ser boa, não quer ser julgada e às vezes fica de cara feia porque acordou inchada.Brincar de futuro
Pode ser que você mude de idéia amanhã. Ou talvez eu mude. De repente vamos acordar e ver que não existe mais motivos pra tanta coisa. Mas por enquanto, posso fazer planos com você? Mesmo que você vá embora pra sempre no mês que vem, me troque por alguma cafoninha, posso falar de futuro? Você não precisa pagar minhas contas, lavar minhas roupas ou emprestar seu cartão de crédito. Muito menos, ao fim de cada frase relacionada ao futuro, dizer que era tudo brincadeira. Isso não é um contrato pra assinar embaixo. “Atesto aqui que todas minhas promessas podem ser quebradas num futuro indeterminado, caso mude de idéia. Atesto também que algumas frases melosas podem ser mero exagero, ditas apenas para fomentar o romance”. Eu sei que funciona assim e aceito as condições. Pode parecer sem sentido falar onde jantaremos quando completarmos cinco anos juntos. Não tem problema. Quero que seja só isso. Uma conversa de beira de ouvido, despretensiosa. Coisas ditas num domingo frio e cinza, com televisão ligada em qualquer lixo, porque simplesmente temos preguiça de mudar de canal. Segredos ditos entre uma soneca e outra, no meio do café ou durante um abraço embolado no lençol. Verdades que podem durar um segundo ou um minuto, mas ainda que temporárias, verdades. Mas é tão gostoso planejar tudo com você, saber tudo que você pensa sobre as maiores inutilidades do mundo. Quando eu perguntar se vamos acompanhar as Olimpíadas de 2012, diga que sim, sem nem perguntar onde vai ser. Nem eu sei onde vai ser. E tudo bem se até lá mudarmos de idéia. O importante é que agora você queira estar lá comigo em cinco anos. Ainda que em cinco anos desista. Decidir que flor plantaremos no jardim ou se o quarto deve ter uma televisão. Eu voto segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Mas sim tudo o que podemos dar por ela..."
“Dizem q o q procuramos é um sentido pra vida. Penso q o q procuramos são experiências q nos façam sentir q estamos vivos” (J. Campbell)
"Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade." (Alexander Lowen)

"A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tira-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros .
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário)
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;(Já fiz d+ esse ano)
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
Embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher. "
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Pequenos grandes
Um pensamento puxa o outro e uma cadeia de elos se estabelece, encadeando a vida numa ciranda. Veio a minha lembrança, guinada pela memória, a frase preciosa de um poema do Affonso Romano de Sant’Anna: “Às vezes, pequenos terremotos ocorrem do lado esquerdo do meu peito”.
E cheguei a sorrir ao recordar tantos e quantos tremores acontecem também do lado esquerdo do meu peito. Verdadeiros cataclismos e abalroamentos. Intensos tremores q tiram o fôlego, a fé, a coragem, a força. Esmagamentos provocados por dores, medos, sustos e perdas.
Na verdade, poucos escapam de um terremoto emocional. Uma acomodação de sentimentos, um abalo interno. Impossível medi-los, pois não há uma escala específica para esse fim tal qual existe para os abalos sísmicos. Às vezes, nada é perceptível na superfície. O que estremece o peito fica por debaixo da pele, da carne. Ninguém nota os solavancos que sacodem as nossas “cordoalhas tendinosas” (fibras miocárdicas).
E a gente vai reconstruindo paredes, reerguendo muros, reconstruindo jardins, tentando arrumar a casa. E consegue, até quando for possível e quanto for cabível, revestir o coração com uma folha de celofane colorido para encobrir as marcas e para disfarçar os pedaços que foram arrancados.
Pequenos grandes terremotos no lado esquerdo do peito são acomodações, ajustes inevitáveis e dolorosos. Principalmente, quando soterram afetos e amores, sonhos e ideais.
Gostaria de ser imune a todo e qualquer tipo de terremoto. Pequenos grandes ou de porte médio....
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